A história da capa do 3º disco do The Clash

3 Postado por - 26/09/2013 - Imagens, Música, obailetodo, Video

London Calling é o 3º álbum de estúdio da banda britânica de punk rock, The Clash. Foi lançado em 1979 e representou uma mudança no estilo musical da banda, poís nele você encontra não somente o punk rock, mas também ska, funk, pop, soul, jazz, rockabilly e até reggae.

Na época do seu lançamento, London Calling teve excelente receptividade da crítica e do público. Hoje está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. O disco é definitivamente sensacional, do começo ao fim, não tem nenhuma música ruim. Ele tem de estar no topo de qualquer publicação do estilo.

Poucas vezes um disco foi tão bem sucedido na proposta e execução. Mais que um manifesto político, London Calling inscreveu o punk rock na história do rock n’ roll. E foi exatamente o que aconteceu, o Clash saía do rótulo de banda punk para banda de rock!

A arte da capa do disco é um caso a parte nesta obra-prima e remete ao clássico Elvis Presley de 1956. A foto em preto e branco coloca o baixista da banda, Paul Simonon, como protagonista de uma das melhores capas da história do rock, destruindo o seu baixo Fender do modelo Precision Bass, durante um show do Clash em Nova York. A famosa foto foi fotografada por Pennie Smith, fotógrafa que estava cobrindo a turnê da banda.

Em 1972, Pennie Smith deixava a revista New Musical Express (revista inglesa especializada em rock, particularmente em punk rock) e começa seu trabalho como freelancer. Seu primeiro grande trabalho foi a cobertura da turnê do Led Zeppelin. A partir daí, Pennie registrou grandes shows de bandas como Rolling Stones, The Who, Iggy Pop, Primal Scream, Radiohead, Blur, Oasis e Strokes.

No dia 21 de setembro de 1979, Pennie registrava o show do The Clash, no The Palladium, em Nova York. Ao perceber uma certa irritação do baixista Paul Simonon, ela não perdeu tempo e passou a acompanhar cada movimento do músico. Não demorou muito para que Paul, num acesso de raiva, espatifasse seu baixo no chão. Estava feita a foto.

A imagem não lhe agradara, mas ao ver o resultado final, Pennie reconheceu se tratar de uma imagem poderosa. Ao revelar a imagem que entraria para a história como uma das fotografias mais emblemáticas de todo espírito punk, Pennie não ficou satisfeita com o que viu. Segundo ela, a imagem estava fora de foco e havia outras imagens melhores.

Mas a opinião da banda foi contrária ao gosto de Pennie. Em 2002, a foto foi premiada pela revista inglesa Q como a melhor imagem de rock n’ roll, de todos os tempos. Mas apesar da agressividade de Paul, essa não era uma atitude comum do Clash. Mesmo sendo uma banda de punk rock, nunca ostentaram o título de briguentos, como os Ramones ou como os Sex Pistols.

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Abaixo, o protagonista da capa Paul Simonon fala sobre aprender a tocar baixo, sua técnica, como ele começou a usar o Precision Bass da Fender, a icônica capa de London Calling e o que o levou a esse momento histórico!

Recentemente um evento aconteceu em Londres, funcionando como uma espécie de museu da banda. O The Clash Exhibition and Pop Up Store contou com uma exposição que reúne itens exclusivos do grupo, além de uma sala para ouvir material exclusivo. E entre as peças da exposição, encontra-se o lendário Precison Bass da capa do disco.

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E a capa de London Calling não é a primeira e nem vai ser a última a usar de referência o disco de Elvis Presley.

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