American Juggalo ser estranho é ser normal

0 Postado por - 26/12/2011 - Docs & Filmes, obailetodo, Video

Fãs de Insane Clown Posse, caras pintadas e atitude hardcore, esses são os American Juggalo. O diretor Sean Dunne esteve esse ano no The Gathering of The Juggalos, encontro anual da “tribo”, e fez um belo retrato sobre essa cena. Esse documentário me fez lembrar uma frase do saudoso Hunter S. Thompson: “When the going gets weird, the weird turn pro”. As diversas entrevistas ao longo do documentário permite criar uma imagem do que rola nessa cultura. Por trás de tintas, cabelos malucos e tatuagens existem pessoas que no fundo são mais normais do que parecem. Ah, também não pude deixar de lembrar o texto do Julião, se os cyberpunks fossem rednecks, com certeza teriam essa cara.

2 + comentários

  • Julio Monteiro de Oliveira 26/12/2011 - 11:41 am Responder

    A proliferação se subculturas nos dias dos hojes me faz pensar que talvez a nossa sociedade anseia por um retorno as suas origens mais tribais. Certamente que o sentimento de se ser mais um num mundo de bilhões gera um desejo de criar identificações mais específicas e tangíveis. Somando-se o tribalismo de certas manifestações artísticas e o fácsimile da Ágora ateniense incorporado pela “checagem de microfone” do Movimento Wall Street (que com sua repetição dos discursos pelo público garante que todos possam ser ouvidos, votar e opinar), vê-se que o homem moderno reconhece a necessidade de delimitações e reduções territoriais ou filosóficas, e que nem mesmo a globalização vai ser capaz de criar uma comunidade única e inteiramente inclusiva.
    Nós somos um animal da diferença, não importa o que o pessoal Nova Era fala e essa diferença não é necessariamente algo negativo ou gerador de conflito, mas sim nossa força enquanto entidades transformadoras do nosso ambiente e de nós mesmos.

  • Lucas Delaqua 26/12/2011 - 11:49 am Responder

    Eu acho que a idéia da globalização nem é a de tornarnos uma comunidade única. Pelo contrário, tornar possível a convivência de comunidades múltiplas. Eu, como discípulo Erisiano gosto do caminho que estamos, acho que temos um futuro maravilhoso pela frente.

  • Deixe uma resposta