Eu Quero Festival 2011, eu quero é mais!

0 Postado por - 30/11/2011 - Artigos, Na Lupa TV, obailetodo, Textos, Video

Depois de muito tempo acompanhando o @Queremos online, havia chego a hora de ir conferir de perto como esse esquema funcionava. O Queremos, que tem entre os idealizadores o Bruno Natal, trata-se de um esquema de crowdfunding que serve para levar ao Rio de Janeiro shows que não chegariam lá pelas formas comerciais padrão. Nas palavras do próprio site:

Identificada a possibilidade da realização de um evento, levantamos os custos de produção. Sabendo desse valor, dividimos o total em quantas unidades forem necessárias para se tornar viável a compra por um fã (no Miike Snow foram 100 unidades de R$ 200, no Belle & Sebastian e no Two Door Cinema Club, 280). Chamamos essas unidades de ingresso-reembolsável.
Com o valor mínimo necessário assegurado, o evento é confirmado e inicia-se a venda de ingressos normais para o público. Todos que compraram o ingresso-reembolsável tem direito a um reembolso proporcional a venda de ingressos regulares, podendo ir de zero até ao valor integral.

Em resumo, são os fãs da banda que fazem as vezes de mecenas e levam a galera para tocar lá. Após muitos shows de sucesso os quais não compareci, consegui ir ao Eu Quero Festival, que juntou alguns dos grupos que haviam tocado no Planeta Terra desse ano.

Estive lá na segunda noite, tocavam Baleia, Toro Y Moi, Bombay Bicycle Club e Broken Social Scene. Sobre a Baleia não posso falar muito pois escutei do lado de fora do Circo Voador enquanto tomava uma cerveja no bar da esquina. Entrei no Circo logo no começo de Toro Y Moi. Eu tinha grandes expectativas para ver o Chaz Bundick tocando com sua banda. Com o circo ainda vazio a chillwave do grupo funcionou bem, colocou a galera pra dançar e fez um bom show.

A banda é redondinha, os grooves fáceis e o teclado conquistam rapidamente. Talvez ainda falte um pouco de reportório e traquejo no palco mas isso deve vir com o tempo. No geral foi um belo show.

Acabado o Toro Y Moi, foi a vez de começar o Bombay Bicycle Club. Essa hora a indiezada já começou a lotar o Circo. Eu confesso que não tenho muito para falar dos caras, não é das minhas bandas favoritas. O show é tranquilo, não tem grandes altos e baixos. Não pagaria para assistir só os caras.

Por fim a cereja do bolo, o último show do Broken Social Scene antes da banda entrar no já anunciado hiato. Essa hora o Circo já pegava fogo, forrado de gente.

Foi no show do BSS que o público do Queremos realmente mostrou a que veio. Catarse coletiva na pista e banda entrando no clima da galera.

No vídeo ai de cima dá pra ver o Chaz (Toro Y Moi) empunhando uma das guitarras no palco durante o meddley de Ibi Dreams of Pavement e Killing In The Name (Rage Against The Machine). Além disso o @bcmiranda1 apontou no youtube um detalhe interessante:

entre o minuto 3:00 e 3:10 a “cabeça” que está no canto inferior esquerdo é o Jamie MacColl, guitarrista do bombay bicycle club… os caras preferiram assistir ao show no meio da galera… foda!

A banda enfileirou diversos dos seus hits pra delírio dos presentes. Diferentemente do Chaz o Kevin é um cara muito bom de palco, interagiu bem com a galera e até atendeu pedidos do que tocar.

Por fim, o show foi se estendendo e depois de 3 bis (com direito a uma tiração de sarro com o Bono Vox), encerrou-se perto das 3 horas de duração. Resumindo, o Queremos funciona, os shows foram muito bons. Eu quero é mais!

Sem comentários

Deixe uma resposta