O Movimento Cyberpunk e os dias de hoje

-1 Postado por - 19/12/2011 - Artigos, obailetodo, Textos

Neuromancer primórdios do cyberpunk

Lá por meados da década de 1980, a ficção científica criou um dos seus movimentos mais bem-sucedidos e talvez de maior apelo para além dos fãs do gênero: o movimento cyberpunk. Os dois fundadores mais conhecidos são William Gibson, autor da trilogia do Sprawl, do qual faz parte o famoso Neuromancer; e Bruce Sterling, autor da série de histórias Mechanist/Shaper, do qual a maior realização é a gigantesca obra Schismatrix.

O que ambas as séries tem um comum é que elas retratam um mundo onde as divisões nacionais são irrelevantes, pois os governos são entidades simbólicas e anêmicas, que derivam seu poder de grandes multinacionais que são quem realmente dão as cartas. O mundo Cyberpunk é um mundo de maravilhas tecnológicas, onde o homem supera a evolução natural através de manipulações genéticas e implantes cibernéticos. No entanto, também é um mundo onde o crime existe em índices elevadíssimos e a desigualdade social se encontra em níveis incomparáveis em toda a história. Nesse cenário os criminosos são os heróis, já muitas vezes eles são os únicos capazes de romper o pesado domínio das grandes corporações sobre o homem comum e viver em liberdade.

No universo cyberpunk, o que há de mais valioso na economia são informações, e os cyberpunks são hackers e samurais de rua, piratas e ladrões de informações proprietárias. É verdade que são rebeldes por ganância, mas rebeldes numa sociedade pacificada por entretenimento na rede e drogas.

Como todo cenário da ficção científica, bastou ele ser lançado para começar a ficar desatualizado. Embora ainda estejamos bem longe do grau de manipulação genética ou reconstrução do corpo por meio de implantes descrita nessas histórias, o universo cyberpunk descrevia um cyberespaço inspirado nas redes BBSs de computador e na internet discada, um modelo onde a informação ficava em lugares isolados e algumas vezes só podia ser acessada por meio de uma invasão física, à la Missão Impossível.

Alguém aqui discorda de Orwell?

O interessante da informação na internet nos dias de hoje é que é os detentores do poder no mundo atual leram tanto 1984 quanto Admirável Mundo Novo e decidiram usar um pouco da coluna A e um pouco da coluna B. Assim como em 1984, certas informações são censuradas ou redefinidas de forma tão contundente que é quase como se não existissem ou como se a verdade fosse “Guerra é Paz; Liberdade é Escravidão; Ignorância é Força”. E como em Admirável Mundo Novo, somos inundados por uma gama tão grande de informações irrelevantes que é difícil filtrarmos e alcançarmos aquilo que seria realmente de nosso interesse.

Um exemplo interessante de censura são as novas leis americanas que permitem remover domínios de sites que estão de alguma forma transgredindo a lei. Isso significa que embora o site ainda esteja em seu lugar, você não pode mais digitar www.algumacoisa.com e acessá-lo. Isso quando não bloqueiam o DNS, que é o número usado para indexá-lo internacionalmente na rede — é como as coisas são encontradas por trás dos nomes dos domínios. Embora isso seja na maioria das vezes usado para bloquear sites de jogo ilegal, ou centros de pirataria de arquivos, o Congresso americano quer estender esse poder para sites considerados terroristas, e é preciso lembrar que são eles mesmos que definem o que é terrorismo e isso não está sujeito a nenhuma supervisão judicial.

Uma prévia de uma sociedade assim pode ser vista no caso do site Wikileaks: depois de embaraçar o governo americano, o site anti-sigilo teve seu domínio bloqueado, sua hospedagem cancelada,  a capacidade de receber doações removida por várias instituições financeiras e Julian Assange, seu criador, está enfrentando um processo judicial no qual é acusado de abusar sexualmente de uma mulher sueca. Embora o caso contra Assange possa ou não ter mérito, é interessante observar que o principal motivo pelo qual ele está sendo processado é que isso irá obrigá-lo a ser extraditado para a Suécia, onde a acusada reside, e por sua vez a Suécia pode extraditá-lo para os EUA, que pretendem mandá-lo a julgamento por espionagem e traição (essa última acusação é um tanto absurda, visto que uma pessoa não pode trair um país que não o de sua nacionalidade).

De hippies a Nouriel Roubini, muitos ocuparam Wall Street

Outro exemplo interessante do uso do poder para eliminar a eficácia de uma informação é o movimento Ocupe Wall Street. Durante seu primeiro mês de existência, apesar dos números relativamente significativos que o movimento teve desde o início, o que se comentava na internet é como a mídia tradicional, isto é, jornais, revistas e TV, mencionavam a existência do protesto o mínimo possível, o que em vários casos significava não mencionar de forma alguma. Depois de um mês de ocupação do parque Zucotti, seus números eram grandes demais para serem ignorados, e a mídia finalmente começou a discutir o movimento com regularidade. E tudo que se ouvia era que tratava de um bando de jovens desocupados, bêbados, hippies, arruaceiros. No entanto, o movimento era muito mais diverso e muito mais comportado do que se estava retratando. Ele se espalhou para diversas cidades e adquiriu um caráter mundial. Os políticos americanos, pressionados pelos interesses especiais que financiam suas campanhas eleitorais, tendo notado que o protesto não iria meramente desaparecer por causa da chegada do frio e da neve do inverno americano, decidiram estabelecer um esforço coordenado na calada da noite para expulsar os manifestantes de mais de dezoito cidades num mesmo dia. A mídia relatou isso como algo realizado no interesse da saúde pública e pela preservação do direito pelo público comum do uso dos parques e outros locais ocupados pelo movimento. Enquanto isso, os blogs liberais uivavam contra as manifestações de um estado totalitário refém dos bancos e grandes empresas.

No outro lado do espectro, temos o crescimento da importância das notícias sobre celebridades e subcelebridades, as matérias de TV sobre a própria TV e é claro, o Facebook. O Facebook é talvez o caso mais interessante da transformação da nossa sociedade num Admirável Mundo Novo. No universo cyberpunk a internet é sempre descrita como um grande vazio onde a informação está localizada em nódulos em que se tem de descobrir e minerar, ou, nos retratos cyberpunks mais recentes que tentam atualizar o cenário, como uma inundação de informações irrelevantes, misturando os posts de “vou comer”, “vou tomar banho” do Twitter, com a compulsão em compartilhar factóides e imagens sem importância do Facebook. E a isso eles os escritores cyberpunks modernos acrescentam sensores que informam até a temperatura intestinal das outras pessoas e colocam tudo projetado em visores montados em óculos ou até mesmo diretamente nos olhos.

Muita gente não percebe, mas no Facebook o usuário não é o consumidor, é o produto: eles criaram um sistema que estimula uma compulsão de compartilhar coisas com estranhos e usam isso para prever os hábitos de consumidores no mundo todo. Mas, por outro lado, sem a capacidade do Facebook de analisar essa torrente de informações, elas são inúteis. Nesse sentido, o Facebook é a pedra filosofal que transforma ferro em ouro.  Essa informação não teria nenhuma utilidade para os hackers do universo cyberpunk,  pois ela só tem sentido com a inteligência artificial que a peneira.

De fato, não se ouve falar muito sobre ataques ao Facebook, embora o site seja capaz de influenciar o comportamento de seus membros muito mais do que muitos governos. Se alguém fosse capaz de traduzir o “efeito Farmville” de nos fazer realizar tarefas repetitivas e em geral chatas no mundo real, é de se pensar que hábitos benéficos, mas desinteressantes seria possível promover. Vamos imaginar uma criança que ganha uma medalha de “Comedor de Brócolis” depois de comer brócolis no almoço por trinta dias seguidos. Ou pais que ganham um item de colecionador ao completar a cartela de vacina do filho (considerando quantos pais não vacinam os filhos nos EUA por acreditarem, sem base nenhuma, que vacinas causam autismo, seria de se perguntar se isso não deveria ser implantado urgentemente).

Enfim, se “vivendo melhor por meio da química” (a frase inspirada nas antigas propagandas da DuPont) não deu certo porque as grandes empresas farmacêuticas não pesquisam quase nenhum remédio novo visto que a pesquisa não dá lucro a curto prazo, talvez devêssemos “viver melhor por meio do Pokémon”. Sim, porque é melhor termos pessoas se exercitando para conseguir o troféu saúde em seus iPhones (e já existem apps para isso) do que meramente se entregando à obesidade.  Essa “gameificação” da vida real provavelmente teria um espaço no universo cyberpunk, embora fosse algo que os protagonistas das histórias combateriam, pois é mais uma forma de extinção da identidade pessoal e um passo para uma massificação da identidade.

Kevin Mitnick, saindo da cadeia. Hackers da vida real são bem diferentes dos filmes.

A idéia do hacker como um herói era muito ligada à contracultura dos anos 1980, que via com maus olhos o domínio que as grandes corporações tinham sobre a informação. Temos que lembrar que era uma época onde só se conheciam músicas que tocavam no rádio ou que eram lançadas por grandes gravadoras. A internet mudou a maneira como a sociedade pensa a cultura e permitiu que gente de talento encontrasse um público sem nem sequer sair de casa. Mas antes de a internet ter a cara de hoje, foi preciso que os usuários dos primórdios da rede criassem  ou roubassem os meios para difundir informações. Bruce Sterling escreveu um livro de não ficção contando a história e a repressão da cultura hacker da época da internet discada em The Hacker Crackdown. Nesse livro, o autor fala da internet como se fosse um velho oeste: o hacker era um desbravador e os agentes do serviço secreto começavam a criar uma estrutura de leis, e eram em geral tão desprezados por seus colegas ligados a investigação de crimes em outros áreas como o agente Fox Mulder.

Uma coisa interessante daquela época era que hackers tinham noms de guerre pitorescos e alguns deles eram conhecidos por vírus que criavam. Essa era uma notoriedade em grande parte nerd, pois apenas uma pequena parcela da população era capaz de decifrar os mistérios dos computadores. Hoje em dia, os hackers não têm mais essa fama, pois são mais comuns e ao mesmo tempo mais desconhecidos do que no passado. Recentemente, os mais famigerados hackers seriam os grupos Anonymous e Lulzsec. O Anonymous, o braço hacker do site 4chan, ora opta por causar destruição na rede meramente porque eles têm a capacidade, ora prefere abraçar causas sociais como o combate a pedofilia, ou investir contra instituições como a Cientologia, que eles não consideram uma religião e sim uma máquina de fazer dinheiro, e até mesmo ajudar movimentos como o Ocupe Wall Street.

Chamar o Anonymous de grupo de hackers talvez seja uma gentileza desmerecida. Suas ações são na grande maioria ataques DoS (Denial of Service), pelos quais eles tornam sites temporariamente inacessíveis usando um grande números de conexões ao mesmo tempo que barram seu funcionamento. Nesse sentido, é mais parecido com uma manifestação sindical que impede funcionários de trabalharem num shopping e os consumidores de realizarem suas compras do que espionagem industrial ou o equivalente cibernético de um incêndio criminoso. Não há danos permanentes e em geral não há perda de dados. Isso porque o Anonymous é composto por várias pessoas que não são de fato hackers, mas que se interessam pela cultura hacker e são conhecedores de computadores o suficiente para usar programas básicos ligados a prática.

Já o Lulzsec era um grupo pequeno, de elite, que teve uma breve explosão de popularidade, em grande parte por suas ações ousadas contra alvos famosos como a Sony. Em suas ações eles de fato liberaram uma grande quantidade de informações, como senhas de acesso e documentos confidenciais. O fato de eles terem um twitter com uma linguagem ocasionalmente surreal e sempre desafiadora era um extra que fez uma grande diferença. Desdenhando do governo e de outros hackers que queriam expor suas identidades, eles cumpriram uma série de missões, segundo eles apenas “for the luz” ou em bom português, “pela diversão” e se aposentaram em menos de dois meses.

No entanto, a repressão a grupos como esse pelo governo é na verdade bastante eficiente e também é muito fácil esses hackers caírem no esquecimento. O Lulzsec, embora tenha sido uma das grandes sensações da internet de 2011, vai certamente figurar em poucas listas de destaques do ano, tendo virado rapidamente notícia velha no ambiente ultraveloz de acontecimentos que é a rede mundial de computadores.

Mas se o movimento cyberpunk não teve muito sucesso em rastrear o futuro do desenvolvimento do compartilhamento de informações e do cyberespaço, houve algum item em relação ao qual suas previsões foram acertadas?

Na questão política, o movimento foi muito feliz. Esse ano foi marcado pelo sacrifício do cidadão comum para salvar empresas e bancos no mundo todo.  Simultaneamente em quase todos os países de primeiro mundo dominou a retórica de que déficits governamentais estavam alcançando níveis incontroláveis e que cortes de investimentos ou de serviços de previdência social, saúde e educação eram necessários para salvar as economias de um colapso. Pois bem, esses cortes, somados à falta de regulação de empresas, especialmente as do setor financeiro, resultaram numa perda de empregos nos EUA e na zona do Euro (os maiores proponentes da austeridade fiscal) que teve como resultado a diminuição do dinheiro em circulação na economia a um ponto que economistas dizem só ser comparável com a crise de 1929.

O terrível dessa história é que muitas instituições financeiras, algumas delas responsáveis pela ênfase em corte de gastos por parte dos governos, ganharam dinheiro com especulações na bolsa sobre o possível colapso das economias governamentais e sua incapacidade de pagar dívidas externas. Essa atitude acabou por garantir que esses países entrassem em colapso, como foi o caso da Grécia, e agora da Itália e outros países da zona do Euro. A verdade é que sem o governo para investir na criação de novos empregos, e com as empresas multinacionais ganhando dinheiro com a especulação financeira e não com a fabricação e venda de produtos, ninguém tem dinheiro nesses países. As empresas se beneficiaram com cortes de impostos para estimular a contratação, mas não tiveram que firmar um compromisso de contratar mais em troca desses cortes. Resultado: embolsaram o dinheiro e não contrataram ninguém.

A própria idéia de que corporações têm o mesmo direito que pessoas, algo que vem sendo defendido em países como os Estados Unidos, é um sinal de que as multinacionais querem todo o poder e nenhuma parte da responsabilidade. Uma corporação com status de pessoa nos EUA poderia tentar exigir o direito de invocar a quinta emenda e não entregar materiais que as incriminem. Outra grande vantagem seria a de proteger seus diretores em caso de falência, pois a corporação enquanto pessoa seria responsável por suas dívidas e não aqueles cujas decisões causaram esse individamento. Medidas como essa e a tendência das multinacionais de usar sempre a mão de obra de países com salários mais baratos, menores exigências trabalhistas e menor carga de impostos mostra. O movimento Occupe Wall Street apontou o ridículo de uma corporação querer ser uma pessoa com a excelente frase “Eu só vou acreditar que corporações são pessoas no dia que o Texas executar uma delas”. Para ser um cenário cyberpunk, só está faltando renomearem Detroit como Cidade dos Fabricante de Carros Unidos e ela ser governada por uma fusão das grandes montadoras. Diga-se de passagem, eles provavelmente estariam numa situação melhor do que a de hoje: Detroit é uma cidade onde uma pessoa pode rodar um filme pós-apocalíptico sem usar uma cidade cenográfica. Isso se deve em parte ao fato de que quando o dinheiro estava sendo distribuído para empresas com problemas financeiras, o presidente Obama decidiu beneficiar bancos e instituições financeiras que o haviam ajudado a chegar ao poder, sem impor condições ou garantias. Quanto às montadoras, ele as tratou como mendigos que estivessem pedindo esmolas, e impôs condições duras e financeiramente menos generosas, numa clara retaliação por elas terem apoiado seus oponentes políticos, como Hillary Clinton.

Spider Jerusalem, no traço de Darick Robertson.

Obama se parece bastante com um personagem cyberpunk. Warren Ellis escreveu uma série em quadrinhos com forte influência cyberpunk chamada Transmetropolitan. Nela, o personagem principal, o jornalista Spider Jerusalem enfrenta um político conhecido como Smiler, o sorridente, uma pessoa que não acredita em nada a não ser em deter o poder político e que está disposta a fazer todo tipo de manipulação para manter esse poder. Os paralelos entre o Smiler e Obama são bastante sinistras: 1) Ambos foram eleitos basicamente por representarem uma quebra do status quo político pelo simples fato de serem novos na política, o que representaria a possibilidade de ainda não terem sido corrompidos pelo sistema; 2) Ambos traíram sistematicamente a base que os elegeu em favor de suas próprias concepções do que era benéfico para o país, com idéias divorciadas da realidade empírica e baseadas em teorias políticas de seus financiadores.

Obama é em grande parte um joguete de interesses comerciais que tornaram possível sua eleição. Isso é bem cyberpunk: um político ineficiente, mais interessado em parecer mais razoável do que seus oponentes (e seu partido) do que em passar leis que ajudariam o povo, pois para tornar sua passagem ele precisaria usar de jogo duro e ser ocasionalmente tão intransigente quanto os republicanos. Ele negociou tratados comerciais que vão aumentar o desemprego nos Estados Unidos, que já se encontra na casa dos 9%, negociou leis que forçam todos os americanos a comprarem planos de saúde, e barganhou reduções de impostos para empresas e para os ricos.

O mundo americano, a Europa, o Japão estão politicamente cada vez mais cyberpunks. Nesse sentido temos de ser gratos pelo fato de o Brasil estar crescendo (principalmente em virtude da associação com a China), mas não estar cedendo a pressões de políticos e grandes empresas para diminuir os encargos trabalhistas e os direitos dos trabalhadores. Quando se noticia que o FMI está pedindo dinheiro emprestado ao Brasil para salvar a Europa, é de se pensar que esse é na verdade um universo alternativo, uma dimensão paralela bem ao gosto da ficção científica.

O universo cyberpunk é um mundo de maravilhas científicas, mas é uma sociedade distópica onde o desemprego é alto, o crime é comum, e a vida humana vale pouco. Em certos aspectos, podemos dizer que o mundo caminha para isso. Talvez tenhamos revoluções, talvez o sistema entre em colapso.  A ficção científica faz especulações sobre o futuro às quais devemos nos manter vigilantes e para as quais devemos nos preparar.

10 + comentários

  • Lucas Delaqua 19/12/2011 - 9:19 am Responder

    É uma honra para mim ter o Julião nesse espaço. Que estréia! Em tempos modernos, poucas pessoas possuem essa capacidade analítica de relacionar assuntos e fazer pensar. Textos feitos para coçar o cérebro. Que venham os novos textos. Mais uma vez, muito obrigado Julião, seja bem-vindo ao Na Lupa.

  • Daniel Viviani 20/12/2011 - 10:33 pm Responder

    Fantástico texto! Minha opinião é um pouco diversa, acho que tudo caminha para o caos mais aos moldes Mad Max do que a sujeira organizada do Blade Runner, mas, meu amigo autor foi genial!
    Abraços!

  • […] pessoas que no fundo são mais normais do que parecem. Ah, também não pude deixar de lembrar o texto do Julião, se os cyberpunks fossem rednecks, com certeza teriam essa cara. Tweet (function() { var […]

  • […] bagaça, juntaram-se a nós Julio Monteiro com seu fenomenal texto de inauguração sobre “O Movimento Cyberpunk e os Dias de Hoje” e posteriormente com seus Crocitares Eletrônicos. Logo depois quem deu as cara em um texto […]

  • Renato 19/05/2012 - 2:15 am Responder

    Ótimo texto!

  • […] Na Lupa Share this:FacebookTwitterImprimirGostar disso:GosteiSeja o primeiro a gostar disso. Esse post foi publicado em Prancheta e marcado cyberpunk, Ficção Científica, Tecnologia, Willian Gibson. Guardar link permanente. […]

  • PerhyChaves 13/11/2012 - 11:59 am Responder

    MuitoBom!

  • Jailson Rodrigues 31/01/2013 - 3:01 pm Responder

    Ótimo texto.

  • Guilherme 09/04/2013 - 9:48 am Responder

    EXtremo! Parabéns! Muito longo… Mas parabéns

  • Caian 15/12/2015 - 3:16 pm Responder

    Magnífico texto! Parabéns!

    Gostaria só de fazer uma observação para enriquecer mais o pensamento do autor.

    Por mais que fale da literatura cyberpunk como “previsões do futuro”, não é assim que o campo da ficção científica caminha. Exceto raras exceções (algumas de grande repercussão, reconheço) a ficção científica não se propõe a prever o futuro. Esse pensamento é fruto do olhar de alguns expectadores leigos pelo mero fato dela se passar cronologicamente adiante de nosso tempo.

    A ficção científica se propõe a capturar determinados elementos da nossa sociedade e vida cotidiana ATUAL (na maioria das vezes elementos que se constroem sobre um conflito moral). Munida destes elementos extrapolam eles até seus limites criando utopias, distopias ou/e conflitos morais.

    Assim a ficção científica é como um grande comediante, um clown medieval, que ironiza exagerando a vida real, extrapolando ela até seus limites, na esperança de amadurecer o pensamento e comportamento daqueles que assistem ao seu espetáculo.

    Desse modo, por mais datado que possa ser (como a maior parte das produções artísticas), não é uma questão de o que errou ou acertou para o futuro. Os elementos usados eram do presente e só serviam para fazer o mesmo que seu texto… mostrar como caminha a nossa sociedade em alguns de seus aspectos.

    Ao menos, é essa a minha visão e compreensão a respeito não só do cyberpunk, mas da ficção científica em geral a partir de minhas leituras e estudos sobre o tema nos últimos anos.

    Por fim, só enfatizar que isso não diminui em nada a qualidade de seu texto! Maravilhoso!
    Obrigado!

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