TOP 10 – MÚSICAS POR DRAGÃO

1 Postado por - 16/01/2014 - Audio, Música, obailetodo, Video

Dragão é fundador, guitarrista e compositor da banda de hard rock, Slippery, formada em Campinas em 2004.

Em 2007 a banda lança o EP “Follow Your Dreams”, e com a repercussão desse trabalho, surge a oportunidade de abrir shows como os de Jimi Jamison, Jeff Scot Soto e L.A. Guns, além de garantir a participação nos mais renomados festivais e eventos de rock.

O registro seguinte é o full-length “First Blow”, lançado em março de 2012, teve uma supreendente aceitação por parte do público e da mídia especializada, sendo destaque nos mais variados sites, blogs e revistas nacionais e internacionais, consolidando a banda como uma das principais representantes do estilo no país.

TOP 10

“Bom, pra mim é sempre muito complicado fazer listas elegendo o melhor disso ou daquilo, no caso de albuns ou músicas então, é uma tarefa quase que impossível. Costumo sempre ter em mente os álbuns que mais me marcaram no processo de formação como músico, separadamente dos meus ‘melhores álbuns’, esses últimos costumam mudar a cada semana e dentre os que poderia citar como sendo os ‘da semana’, figuram hoje Marillion, RPM, Gary Moore, Survivor, Oswaldo Montenegro e por aí vai (nota-se que estou numa semana relax).

Vou tentar falar então (quase que cronológicamente) daqueles álbuns e suas respectivas faixas que mais influência tiveram no fato de me tornar guitarrista de rock (lembrando que não necessariamente essa seja minha lista de ‘melhores’).”

“Gita” Raul Seixas (Gita)
Meu primeiro contato com o rock propriamente dito foi em agosto de 1989 na ocasião da morte do Raul, o eterno Maluco Beleza , pouco antes de completar 7 anos de idade. Me lembro que uma rádio estava transmitindo um especial com o álbum Gita na íntegra, gravei esse especial numa fita K7 e ouvi essa fita à exaustão. Posso dizer que esse foi o estopim para que eu me enveredasse para o rock, de uma vez por todas:

 

“Rocket Queen” Guns N’ Roses (Appetite For Destruction)
Esse foi o álbum que definitivamente mudou minha vida (e de muita gente), que fez com que, ainda na infância, eu não pensasse em nada além de rock! Ouvi pela primeira vez em 1990 quando um colega da escola gravou uma fita K7 pra mim. Enlouqueci! Nessa mesma semana, troquei uma bola de basquete pelo vinil com um outro colega da escola (risos), não poderia ter feito troca melhor, guardo esse mesmo vinil até hoje.
Desde então, passei anos e mais anos ouvindo Guns N’ Roses quase que exclusivamente, todos os dias, sem excessão! Rocket Queen é minha faixa preferida desse disco (se é que é possível eleger apenas uma):

 

“Run To The Hills” Iron Maiden (The Number of The Beast)
Poderia fazer uma lista imensa apenas com canções da donzela, mas vamos lá… Mais um álbum que não conseguia parar de ouvir! Tudo ali é perfeito, a atmosfera, as melodias, os duetos de guitarras.

Embora não seja meu álbum preferido do Maiden, foi certamente o trabalho deles que mais teve impacto, talvez por ter sido esse o primeiro contato com a banda. Gosto de todas as faixas desse disco, minha preferida talvez seja “The Prisioner”, mas se for obrigado à escolher apenas uma que mais tenha me marcado, fico com “Run To The Hills”:

 

“You Don’t Remember, I’ll Never Forget” Yngwie J. Malmsteen’s Rising Force (Trilogy)
“Loucura! Não pode ser verdade, não pode ser que alguém faça isso com uma guitarra!!!” Foi o que pensei no primeiro contato que tive com esse álbum …mas era verdade!

Trilogy é o 3o álbum da carreira solo de Malmsteen, além do grande Mark Boals nos vocais, o disco trazia os irmãos Johansson na bateria e teclados e só isso já valeria o álbum, mas não, o viking e seus arpeggios eram a cereja do bolo!

Não sou grande fã da fase “power metal” que ele adotou a partir dos anos 2000, mas os primeiros trabalhos da carreira solo dele, com uma veia mais hard rock, são simplesmente fantásticos:

 

Crazy Train” Ozzy Osbourne (The Ozzman Comet)
Tenho que confessar que nunca fui muito fã de Ozzy (chamem-me de herege!) e que na “eterna batalha” Ozzy VS Dio, fico com Dio, mas não posso negar que esse disco me influenciou muito. Trata-se de uma coletânea lançada em 1997 que aborda várias fases da carreira do madman, desde o início do Black Sabbath até a fase do álbum Ozzmosis. Quando comprei esse disco (no ano de seu lançamento) ouvia todos os dias, incessantemente. Fico com a faixa “Crazy Train”, imortalizada no riff magistral do mestre Randy Rhoads:

 

Heavy Metal is The Law” Helloween (Walls of Jericho)
Esse disco é irretocável, cru e direto do início ao fim. Riffs rápidos, duetos matadores, vocais altíssimos e ásperos… por fim, diga à um garoto que “heavy metal é a lei” e pronto, a confusão está armada!:

 

Little Wing” The Jimi Hendrix Experience (Axis: Bold as Love)
A música fala por si!

 

For the Love of God” Steve Vai (G3 Live in Concert)
Ganhei esse álbum no meu aniversário de 15 anos. Hoje eu destacaria a participação de Eric Johnson, mas como estamos falando daquelas que me foram mais impactantes, “For the Love of God” (Steve Vai) tem essa característica. A canção é quase um hino, extremamente dramática, com fraseados, alavancadas e tudo mais que só Steve Vai poderia tocar com tamanha destreza e bom gosto:

 

Hellion” W.A.S.P. (WASP)
Blackie Lawless é um excelente compositor, gosto de todos os trabalhos dele. Destaco Hellion por ser uma das muitas canções obrigatórias no set list da banda:

“Stargazer” Rainbow (Rising)
Conhecia muito pouco de Rainbow, até que no auge de minha adolescência, Daniel Person (grande amigo e baterista do Hellish War) me emprestou um álbum duplo que trazia os 2 primeiros trabalhos do Rainbow.
A genialidade de Ritchie Blackmore somada a dramaticidade das interpretações de Ronnie James Dio resultam em algo inexplicável, isso sem citar o monstro Cozy Powell na bateria. É mágica em forma de música… ou quem sabe, música em forma de mágica:

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